perda de peso - Dr. Francisco Tustumi https://franciscotustumi.com.br Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo Mon, 08 Dec 2025 18:27:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.4.7 https://franciscotustumi.com.br/wp-content/uploads/2023/01/favicon-150x150.jpg perda de peso - Dr. Francisco Tustumi https://franciscotustumi.com.br 32 32 Tirzepatida: como funciona a “caneta emagrecedora” e o que esperar do tratamento? https://franciscotustumi.com.br/tirzepatida-como-funciona-a-caneta-emagrecedora-e-o-que-esperar-do-tratamento/ https://franciscotustumi.com.br/tirzepatida-como-funciona-a-caneta-emagrecedora-e-o-que-esperar-do-tratamento/#respond Mon, 08 Dec 2025 13:10:54 +0000 https://franciscotustumi.com.br/?p=1235 A tirzepatida se tornou uma das medicações mais comentadas quando o assunto é tratamento da obesidade. Popularmente conhecida como “caneta emagrecedora”, ela é aplicada uma vez por semana por meio de uma injeção subcutânea e atua diretamente nos sistemas do corpo que regulam o apetite, a saciedade e o metabolismo. Mas afinal, o que a tirzepatida faz no organismo? E quais resultados são realmente possíveis?

O que é a tirzepatida?

A tirzepatida é um medicamento injetável desenvolvido inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2. Ela atua imitando dois hormônios naturais do corpo: o GLP-1 e o GIP, responsáveis por controlar a fome, retardar o esvaziamento do estômago e melhorar a utilização da glicose. Essa ação combinada oferece um efeito mais potente sobre o apetite e o metabolismo, e, por isso, passou a ser estudada e aprovada também como terapia para obesidade.

Como a tirzepatida ajuda no emagrecimento?

Após algumas semanas de uso, o paciente nota uma redução significativa da fome. O estômago permanece “cheio” por mais tempo, pequenas refeições já trazem saciedade e a vontade de beliscar diminui. Com menor ingestão de calorias, o corpo começa a utilizar a gordura armazenada como fonte de energia, levando à perda de peso.

Além do controle do apetite, há melhora na resistência à insulina e redução do nível de glicose no sangue, o que contribui ainda mais para o emagrecimento e para benefícios metabólicos importantes, especialmente em pessoas com diabetes ou pré-diabetes.

Tirzepatida x Semaglutida: qual a diferença?

A semaglutida foi a primeira grande injeção semanal a ganhar destaque no tratamento da obesidade. A tirzepatida, porém, atua em dois alvos diferentes (GLP-1 e GIP), enquanto a semaglutida age apenas no GLP-1. Por esse motivo, estudos clínicos demonstram que a tirzepatida pode proporcionar:

• Maior perda de peso;
• Redução mais expressiva da gordura abdominal;
• Melhor controle do apetite.

Isso não significa que a semaglutida não funcione. Ambos são medicamentos eficazes, e a indicação depende das características clínicas de cada paciente, sempre definidas por um médico especialista.

Resultados esperados: peso, gordura e massa muscular

A perda de peso com tirzepatida costuma ser gradual e contínua. Em muitos pacientes, já é possível notar mudanças a partir do primeiro mês, com resultados mais marcantes entre 3 e 6 meses de uso. A gordura corporal diminui, especialmente na região abdominal, o que melhora a saúde metabólica e reduz riscos cardiovasculares.

Entretanto, como todo processo de emagrecimento, parte da perda pode incluir massa muscular. Isso pode reduzir o metabolismo, diminuir a disposição e prejudicar a performance em exercícios. Por esse motivo, alimentação rica em proteínas e prática regular de exercícios de força são essenciais para proteger a massa magra ao longo do tratamento.

Efeitos colaterais mais comuns

Os efeitos adversos estão normalmente relacionados ao sistema digestivo. Os mais relatados são:

  • Náuseas;
  • Sensação de estômago cheio;
  • Constipação (prisão de ventre);
  • Refluxo ou azia;
  • Flatulência e inchaço abdominal;
  • Menos frequentemente, pode ocorrer diarreia.

Esses sintomas tendem a diminuir conforme o corpo se adapta, mas ajustes de dose e medidas alimentares podem ser necessários.

Quem pode usar a tirzepatida?

A tirzepatida é indicada para:

  • Pessoas com obesidade (IMC ≥ 30)
  • Pessoas com sobrepeso (IMC ≥ 27) associado a doenças como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono

O uso deve sempre ser orientado por um médico, com avaliação completa do histórico de saúde, medicações em uso e riscos associados.

A importância do acompanhamento médico

Interromper o tratamento de forma brusca pode levar ao retorno rápido da fome e ao reganho de peso, especialmente se houver perda de massa muscular durante o processo. Esse efeito rebote pode ser evitado com:

  • Desmame gradual da medicação;
  • Monitoramento constante da composição corporal;
  • Orientação nutricional personalizada;
  • Treinos de força para preservar o músculo.

A tirzepatida não substitui hábitos saudáveis: ela é uma ferramenta que deve ser integrada a um plano de cuidado contínuo.

Considerações finais

A tirzepatida representa uma evolução no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, oferecendo perda de peso significativa, melhora metabólica e qualidade de vida. Porém, para alcançar resultados seguros e duradouros, é fundamental ter acompanhamento de um médico especialista, além de cuidar da alimentação e da atividade física.Se você está avaliando o uso de caneta emagrecedora ou busca opções de tratamento para emagrecer com saúde, agende uma consulta. A orientação correta pode transformar o caminho do seu tratamento, garantindo resultados sustentáveis e protegendo a sua saúde.

Perguntas Frequentes:

1. O que é a tirzepatida?

É um medicamento injetável usado no tratamento da obesidade, que regula apetite, saciedade e metabolismo.

2. Como a tirzepatida age no organismo?

Ela atua em dois hormônios importantes (GIP e GLP-1), reduzindo a fome e melhorando o controle metabólico.

3. Em quanto tempo a tirzepatida começa a fazer efeito?

Os efeitos iniciais podem aparecer nas primeiras semanas, mas os resultados mais expressivos surgem após alguns meses.

4. A tirzepatida substitui dieta e exercício?

Não. Ela potencializa os resultados, mas deve ser associada a hábitos alimentares e atividade física.

5. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

Náuseas, refluxo, enjoo, dor abdominal e alteração do apetite, geralmente leves e transitórios.

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Gastrectomia Vertical ou Bypass Gástrico: Qual a Melhor Opção para Você? https://franciscotustumi.com.br/gastrectomia-vertical-ou-bypass-gastrico-qual-a-melhor-opcao-para-voce/ https://franciscotustumi.com.br/gastrectomia-vertical-ou-bypass-gastrico-qual-a-melhor-opcao-para-voce/#respond Tue, 25 Feb 2025 20:54:35 +0000 https://franciscotustumi.com.br/?p=1091 Neste artigo, vamos explorar as diferenças entre a gastrectomia vertical e o bypass gástrico, dois dos procedimentos bariátricos mais realizados no mundo. Explicaremos como cada técnica funciona, suas principais indicações, vantagens e desvantagens, e quais fatores devem ser considerados ao decidir qual é a melhor opção para você.

Principais cirurgias bariátricas: Bypass gástrico e gastrectomia vertical

A cirurgia bariátrica e metabólica é um conjunto de procedimentos realizados para tratar a obesidade e doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. Além de promover a perda de peso significativa, esses procedimentos têm impacto metabólico positivo, melhorando ou até resolvendo condições associadas. 

Os dois principais tipos de cirurgia bariátrica são a gastrectomia vertical e o bypass gástrico. A gastrectomia vertical consiste na redução do tamanho do estômago, limitando a ingestão de alimentos e diminuindo a fome ao reduzir a produção do hormônio grelina. Já o bypass gástrico combina a redução do estômago com um desvio do intestino, o que limita a ingestão e reduz a absorção de nutrientes. Ambos são eficazes, mas possuem diferenças importantes que influenciam a escolha do procedimento mais adequado para cada paciente.

Diferenças principais entre gastrectomia vertical e bypass gástrico

  • Técnica cirúrgica: A gastrectomia vertical remove parte do estômago, enquanto o bypass gástrico cria um reservatório gástrico e altera o intestino.
  • Perda de peso: Ambos os procedimentos promovem perda significativa de peso, mas o bypass gástrico pode oferecer uma perda de peso ligeiramente maior em casos de obesidade extrema.
  • Refluxo gastroesofágico: Pacientes com refluxo severo podem se beneficiar mais do bypass gástrico, já que o sleeve pode, em alguns casos, agravar a condição.
  • Deficiências nutricionais: O bypass gástrico tem maior risco de causar deficiências nutricionais devido à redução da absorção de nutrientes. A suplementação de vitaminas e minerais é obrigatória em ambos os casos, mas especialmente no bypass.
  • Complexidade e recuperação: A gastrectomia vertical é tecnicamente mais simples e possui menor tempo de cirurgia e recuperação hospitalar.

Quando escolher a gastrectomia vertical?

A gastrectomia vertical pode ser a melhor opção para pacientes com:

  • Pouca ou nenhuma história de refluxo gastroesofágico;
  • Desejo por um procedimento mais rápido e com menos alterações no trato digestivo;
  • Interesse em evitar complicações nutricionais severas.

Quando optar pelo bypass gástrico?

O bypass gástrico é mais indicado para pacientes com:

  • IMC muito elevado ou obesidade extrema;
  • Refluxo gastroesofágico severo;
  • Diabetes tipo 2 de difícil controle, já que o bypass pode ajudar a melhorar o controle glicêmico; 
  • Pacientes com indicação cirúrgica para cirurgia metabólica geralmente fazem o bypass gástrico;
  • Histórico de falha com outros procedimentos bariátricos.

A importância de uma avaliação personalizada

A decisão entre a gastrectomia vertical e o bypass gástrico deve ser feita com base em uma avaliação completa realizada por uma equipe multidisciplinar. Fatores como histórico médico, condições associadas, estilo de vida e preferências do paciente devem ser considerados.

Converse com um cirurgião especializado e tire todas as suas dúvidas para escolher a melhor opção para você. Lembre-se de que a cirurgia bariátrica é apenas o começo de uma mudança de estilo de vida que requer acompanhamento contínuo e dedicação.

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Gastrectomia vertical: o que é e como é feita essa cirurgia bariátrica? https://franciscotustumi.com.br/gastrectomia-vertical-o-que-e-e-como-e-feita-essa-cirurgia-bariatrica/ https://franciscotustumi.com.br/gastrectomia-vertical-o-que-e-e-como-e-feita-essa-cirurgia-bariatrica/#respond Mon, 27 Jan 2025 12:00:00 +0000 https://franciscotustumi.com.br/?p=1048 Neste artigo, explicaremos o que é a gastrectomia vertical, como esse procedimento é realizado, quais são suas vantagens e os principais benefícios para a saúde. Além disso, abordaremos as possíveis complicações, os cuidados necessários após a cirurgia e a importância de um acompanhamento médico adequado para garantir o sucesso do tratamento.

O que é a gastrectomia vertical?

A gastrectomia vertical, também conhecida como "sleeve gástrico" ou “gastrectomia em manga”, é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados para o tratamento da obesidade. O objetivo principal é reduzir o tamanho do estômago para limitar a ingestão de alimentos e, consequentemente, auxiliar na perda de peso. Após a cirurgia, o estômago fica com o formato de um tubo estreito, diminuindo significativamente sua capacidade.

Esse procedimento é indicado principalmente para pessoas com obesidade severa ou que apresentam problemas de saúde relacionados ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e apneia do sono.

Como o procedimento é realizado?

A gastrectomia vertical é feita por meio de uma técnica chamada videolaparoscopia, que utiliza pequenas incisões na barriga e câmeras para guiar o cirurgião. Durante a cirurgia, cerca de 80% do estômago é removido, deixando apenas um pequeno tubo gástrico.

O procedimento dura em média 1 a 2 horas, e o paciente geralmente permanece no hospital por 2 a 3 dias para observação. Após a alta, o acompanhamento com a equipe médica e nutricional é essencial para garantir a recuperação adequada e a adaptação ao novo estilo de vida.

Quais são as vantagens da gastrectomia vertical?

A gastrectomia vertical apresenta diversas vantagens, incluindo:

  • Perda significativa de peso: Pacientes podem perder até 60% do excesso de peso no primeiro ano.
  • Melhora de condições de saúde associadas: Muitas vezes, doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão melhoram ou até entram em remissão.
  • Menor fome: A cirurgia reduz a produção do hormônio grelina, responsável pela sensação de fome.
  • Procedimento mais simples: Comparado a outras cirurgias bariátricas, como o bypass gástrico, a gastrectomia vertical é tecnicamente mais simples e implica em menos alterações na anatomia no trato digestivo.

Possíveis complicações e cuidados necessários

Apesar das vantagens, como qualquer cirurgia, a gastrectomia vertical apresenta riscos e possíveis complicações. Entre eles:

  • Vazamentos: Em casos raros, pode ocorrer vazamento de conteúdo gástrico nas áreas suturadas. Essa complicação frequentemente é chamada de fístula ou deiscência.
  • Refluxo ácido: Alguns pacientes podem apresentar sintomas de azia ou refluxo gastroesofágico.
  • Deficiências nutricionais: Devido à menor ingestão de alimentos, é necessário suplementar vitaminas e minerais.
  • Infecções e coágulos sanguíneos: Embora incomuns, esses riscos existem, principalmente se não houver cuidados adequados no pós-operatório.

É importante salientar que todas as complicações são tratáveis. Por isso, é fundamental seguir todas as orientações médicas, realizar exames de acompanhamento e adotar hábitos alimentares saudáveis.

A importância do acompanhamento médico

O sucesso da gastrectomia vertical, assim como de qualquer procedimento bariátrico, depende do comprometimento do paciente com uma dieta equilibrada, prática regular de atividades físicas e acompanhamento contínuo com a equipe médica e nutricional.

Se você está considerando a gastrectomia vertical, converse com um cirurgião especializado. 

Ele poderá avaliar se o procedimento é indicado para o seu caso e esclarecer todas as suas dúvidas.

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